1 - Como decidi trabalhar com craft



Já há algum tempo que estou com esse desejo de escrever sobre como é ser mãe e trabalhar em casa.
Dai que hoje vi esse vídeo da Maternarum que me emocionou muito. 
Pensando na minha trajetória, desde o momento em que soube que estava grávida até hoje, percebi o quanto é importante compartilhar essa experiência.
Porque o negócio é mais difícil do que parece, mas pode sim dar muito certo se você se preparar para isso.

Neste primeiro post da série "A mamãe tá trabalhando!", vou falar de como tudo começou para mim.

Sou formada em design de interiores e trabalhei exclusivamente com projetos e execução por 6 anos.



Eu estava bem cansada, para falar a verdade, porque trabalhava de segunda à sábado até sete horas da noite.
E ai, em setembro descobri que estava grávida.

Bom, nesse mesmo dia eu já sabia que não voltaria da licença maternidade, porque não conseguia imaginar ficar longe do meu bebê, tendo ele só quatro meses!
Eu sempre fui muito curiosa e impulsiva. 
Como eu trabalhava com decoração, comecei a pensar na possibilidade de abrir uma loja pela internet para vender peças que eu criaria e terceirizaria a produção (como já costumava fazer).

E foi isso. Os meses foram passando, o bebê crescendo. Eu já não tinha mais cabeça para o meu trabalho de gerente. Só conseguia pensar no próximo ultrasson, no quarto do bebê, e no próximo e-mail que receberia do site Baby Center (muito bom, por sinal!)



Eu ainda não pensava sobre meu trabalho depois do nascimento da Luiza. Eu só sabia que não voltaria a trabalhar fora, porque não conseguia imaginar minha filha crescendo longe de mim e sem a minha educação.

Quando existe essa possibilidade de escolha, por mais que todas nós precisemos de dinheiro, a gente pensa primeiro no filho! Em tê-lo, dar todo carinho e amor, todo cuidado e a melhor educação possível.

Infelizmente, para quem não pode optar e tem que voltar ao trabalho fora de casa após a licença, a opção é a avó, a babá ou a escolinha. Nem por isso, a mãe deixa de ser mãe! Em muitos casos, ela consegue aproveitar muito mais o tempo em que está com seus bebê, mesmo sendo pouco, do que uma mãe que trabalha em casa, sabia?

Além do fato de querer estar com a minha filha o tempo todo, também pesou muito o fato de eu não querer parar de trabalhar. Porque eu amo o que eu faço!
E se eu parar de fazer o que amo, eu morro por dentro, e é isso que acontece com a maioria das mães que podem optar por não voltar ao trabalho fora de casa.

Nós não podemos esquecer que continuamos a ser mulheres, profissionais, pessoas com sonhos e metas, etc. 

Hoje depois de toda a minha experiência, sei que teria sido muito melhor se eu tivesse feito um plano de negócios durante os meses de gravidez, com muitas pesquisas e levantamento de informações de todo tipo, inclusive com outras mães!
Isso é o que faz você ter uma idéia do que vai ser o trabalho lá na frente.

Porém, vejo também que temos um pouco de receio de falar sobre as agruras da maternidade. 
Quando é para falar do lado ruim da maternidade a gente se sente culpada! 
Nós achamos que somos "mães desnaturadas", que só nós passamos pelos maus momentos cansaço infinito.

Só que os momentos bons são simplesmente emocionantes e de verdadeira iluminação!
A maternidade vale a pena por esses poucos momentos que te fazem crescer indescritivelmente!

Mas, quando você vai para uma terra desconhecida com um mapa, é bem mais fácil de percorrer os caminhos.
É isso que proponho a você com esta série: a cada dia o território pode ser diferente. E ao percorrer o mesmo território, podemos observar diferentes vistas. 
Então, este é o relato da minha experiência. 

Deixe seu comentário, ta! E compartilhe com outras mães!

Jo Ludwig

[Veja aqui o segundo post da série!]


O dia em que descobri que estava grávida:
Foi a coisa mais emocionante que já me aconteceu.
O engraçado é que eu nem tinha certeza se estava "atrasada" ainda, porque justo naquele mês esqueci de marcar dias, mas já fui fazer direto o exame de sangue!
Quando vi o resultado - "reagente" - pela internet, não consegui saber o que aquilo significava. 
A Gil Medeiros, que trabalhava comigo na época, me dizia: "Você tá grávida! Você tá grávida!".
Mas eu só conseguia pensar que não estava escrito "positivo"! Ela teve que ligar para o laboratório que fez o exame para confirmar.
E ai, quando dei por mim, já estava me desfazendo em lágrimas!
Mandei um e-mail com o link do resultado para o meu marido e a frase: "Parabéns!".
Quando ele me ligou perguntando: "Eu entendi direito?" e eu disse que sim, nós dois começamos a chorar no telefone...
Foi tão lindo! 
Nesse mesmo momento eu já sabia o nome dela: Luiza.
Acho que ela mesmo que escolheu porque eu nem sabia ainda se era menino ou menina, mas ela já havia me sussurrado seu nome.