5 - Escolinha: prós e contras



Retomando os posts da série "A mamãe tá trabalhando!" depois de quase um ano - o post 5 é de abril de 2013! - relendo todos, pude perceber o quanto meu ponto de vista e minhas escolhas mudaram, ou melhor, agora são as verdadeiras!

(Luiza com artes do Dia da Árvore e início da Primavera)


Voltemos no tempo, para agosto de 2013, quando finalmente consegui colocar a Luiza na escolinha.

Antes disso, a Luiza passava os dias assistindo TV. Estavamos juntas, mas ela ficava "sozinha" (me sinto muito triste ao falar disso). A loja Banana Cazza estava a mil e, mesmo tendo todo o conhecimento e tentando de todas as formas, não sobrava um mínimo de tempo para mim, para minha casa, para minha família.
Era como seu eu fosse a minha loja e não mais eu! E naquela época eu não enxergava isso. Só consegui depois, com muita ajuda, mas isso é tema para um próximo post.

Até que, por aquelas sincronicidades que só o que é inexplicável pode explicar, de um dia para o outro, consegui uma vaga numa escolinha municipal que há na rua de trás da minha casa.
Minha primeira idéia era conseguir uma vaga de meio-período para a Luiza, afinal desde o nascimento ela passava os dias inteiros em casa comigo. Só que eu tinha que tentar primeiro conseguir a vaga de período integral e ai sim ficar atenta para quando abrissem as transferências para meio-período.
Mas, como de repente ela ficaria das sete e meia da manhã até cinco e meia da tarde longe de mim? Como eu conseguiria?




Bom, vou contar para vocês como foi a minha experiência como mãe, com a Luiza na escolinha durante o segundo semestre de 2013.
Na primeira semana foi a adaptação. Ela ia só de manhã e onze horas eu a buscava: tudo lindo e maravilhoso!
A partir da segunda semana era período integral, sem choro nem vela. Alíás, nos primeiros dias ela não chorou não, viu!
No final da segunda semana, probleminhas começaram a acontecer. Briguinhas entre ela e um coleguinha, logo foram resolvidas pela professora, mas foram motivo para ela chorar por dois dias na hora de entrar... e eu, engolindo seco para não chorar também na frente dela.
Os dias seguiam e ela chegava feliz, sempre com um penteado novo, contando o que havia acontecido.
Mas, também falava a todo minuto que ficava com muita saudade de mim quando estava "sozinha" na escola.
Eu explicava que ela nunca estaria sozinha, que sempre teria as professoras e seus amigos junto dela, e que mesmo longe, eu também sempre estaria pensando nela.

(Luiza com catapora)


Na terceira semana, a primeira infecção no ouvido da vida dela.
Na quarta semana, catapora, que passou em 15 dias. Rápido até, sem grandes problemas.
Na sexta semana, a infecção no ouvido voltou...
Na sétima semana, infecção na garganta.
E assim foi indo durante os quatro meses.
Toda semana no pronto socorro. Justo a Luiza, que NUNCA ficava doente!

Quem acompanha meu perfil no Facebook pôde ler alguns posts onde eu já não sabia mais nada da minha vida!
Numa das vezes em que fui para o pronto socorro, o médico que nos atendeu disse que para que ela não ficasse mais doentinha o único jeito era tirá-la da escola... eu sentei e chorei! 
Muitas mamães lindas me deram o maior apoio, dizendo que o médico não teve um mínimo de bom senso ao dizer isso! E as mamães que precisam trabalhar o dia todo fora, que não podem contar com mais ninguém?
Outra vez, outro médico disse que seria assim mesmo até que ela completasse uns sete anos: toda semana eu estaria no PS com ela...
É difícil achar um médico que tenha consciência de que o alimento também é remédio, de que um "alho sativa" pode fortalecer muito o sistema imunológico, e que no momento em que uma mãe vê seu filho doente, não tem jeito, se sente muito culpada, mesmo que a culpa não seja nem 1% dela.

Claro que estando em contato diário com outras crianças - e sempre tem uma com um narizinho escorrendo ou espirrando - ela vai sentir e ficar doente também, por melhor que seja o sistema imunológico dela.
Só que também há o problema dela não se alimentar direito na escola, e as professoras não podem obrigar nenhuma criança a comer...


(Luiza com penteados feitos pela Tia Margareth)


Nesse meio tempo pensei até em tirá-la da escolinha, porque até onde vale pagar o preço de ter seus dias focados no trabalho enquanto sua filha fica quase que ininterruptamente tomando antibióticos?

Porém, também percebi que ela aprendeu muitas coisas! E também fez amiguinhas das quais ela fala até agora. Outro dia encontrou uma no estacionamento do nosso prédio e a menininha correu para abraçá-la. <3 Antes, nada nem ninguém conseguia colocar uma presilha no cabelo da Luiza. Hoje ela adora e até pede para fazer os penteados que a Tia Margareth fazia nela...

Bom, na segunda semana de dezembro, após duas semanas em casa de férias, todos os problemas de infecção se curaram e até hoje (31/01/2014), ela não teve mais nada.
Também, usei de artilharia pesada por aqui!
- Suco na centrífuga (que aproveita muito mais os nutrientes), todos os dias - laranja, maçã, cenoura e beterraba.
- Foco na boa alimentação
- Chá de alho todos os dias durante a primeira semana de férias
- Muito mar!
- Porcarias só de vez em quando e depois de ter se alimentado muito bem
- Muito carinho e atenção!
Fora isso, meu enteado - 11 anos, muito fofo! - falou que sua mãe sempre lhe dava Sustagen quando pequeno porque é cheio de vitaminas... Então, "taca" Sustagen na menina! Ou melhor, o genérico, porque Sustagen mesmo é um absurdo de caro!

Segunda-feira (03/02/2014) as aulas voltam. Já na segunda semana de fevereiro abrem as vagas para transferência de períodos, e claro, vou tentar colocar a Luiza apenas a tarde, porque de manhã eu sei como ela vai se alimentar e ela também vai almoçar em casa. Vai poder acordar um pouco mais tarde, dormir melhor, não pegando aquela friagem de quem saiu da cama para a rua.
Só isso com certeza a fará ter maior imunidade.

Se for o melhor para todos, a vaga virá de maneira fácil. Senão, infelizmente vou tirá-la sim dessa escolinha para colocá-la numa paga mesmo... meio-período!

Como disse, muita coisa mudou dentro de mim nesses últimos meses. Neste post contei como foi essa experiência como MÃE. No próximo post vou contar como foi essa experiência como profissional...

E você? Como passou pelos primeiros meses de escolinha dos filhos? Compartilhe suas experiências e ajude outras mamães!

Grande abraço,

(Leia o post anterior aqui)